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Terapia Ocupacional na PHDA: promover autonomia e funcionalidade no dia a dia

A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) é uma condição do neurodesenvolvimento que se manifesta, habitualmente desde a infância, através de dificuldades persistentes ao nível da atenção, da autorregulação e do controlo da impulsividade.


Estas dificuldades não se limitam ao contexto escolar, influenciando de forma transversal o quotidiano da criança e o seu funcionamento diário, com impacto nas rotinas familiares, na participação escolar e nas relações sociais.


O diagnóstico da PHDA é realizado por um médico, habitualmente um pedopsiquiatra, pediatra do desenvolvimento ou neuropediatra, com base na avaliação clínica da criança.


Após o diagnóstico, ou sempre que existam dificuldades funcionais compatíveis, a Terapia Ocupacional assume um papel central na intervenção, integrando frequentemente uma abordagem multidisciplinar.

A Terapia Ocupacional intervém na PHDA com foco na promoção da funcionalidade e da autonomia, procurando compreender de que forma as dificuldades ao nível da atenção, autorregulação, funções executivas, processamento sensorial e competências motoras funcionais afetam o desempenho ocupacional da criança no seu quotidiano.


A avaliação realizada pelo terapeuta ocupacional permite identificar barreiras e facilitadores à participação, considerando as características individuais da criança, as exigências das atividades e os contextos em que estas ocorrem.


A intervenção é sempre individualizada e centrada na criança e na família, tendo como objetivo facilitar a participação ativa nas atividades de vida diária, no contexto escolar e social. Mais do que intervir nos sintomas isoladamente, a Terapia Ocupacional procura apoiar a criança no desenvolvimento de competências que lhe permitam lidar de forma mais eficaz com as exigências do dia a dia, promovendo maior independência e bem-estar.


Na PHDA, a Terapia Ocupacional trabalha sobretudo a autorregulação emocional e comportamental, ajudando a criança a reconhecer sinais do seu próprio corpo, a gerir níveis de ativação e a responder de forma mais ajustada às diferentes situações. São também trabalhadas as funções executivas, como o planeamento, a organização, a gestão do tempo, o início e a conclusão de tarefas, competências fundamentais para a autonomia e o sucesso nas rotinas diárias e escolares.


O processamento sensorial é outra área frequentemente abordada, uma vez que muitas crianças com PHDA apresentam dificuldades na modulação sensorial, o que pode interferir com a atenção, o comportamento e a participação. A Terapia Ocupacional intervém ainda ao nível das competências motoras funcionais e da autonomia nas atividades de vida diária, como o vestir, a higiene, a alimentação e a organização do material pessoal e escolar.


Paralelamente à intervenção direta com a criança, a Terapia Ocupacional tem um papel fundamental no apoio e orientação aos pais e cuidadores, fornecendo estratégias práticas que podem ser aplicadas em casa e no dia a dia da família, facilitando a generalização das competências trabalhadas em contexto terapêutico.


 

Estratégias que os pais/familiares podem aplicar em casa:

 

Dificuldades de atenção: manter rotinas diárias previsíveis ajuda a criança a saber o que esperar e a concentrar-se melhor nas atividades.

Dificuldades de organização: usar quadros de rotinas, listas ou imagens facilita a compreensão das tarefas e a organização do dia.

Dificuldades em começar tarefas: dividir as atividades em pequenos passos torna-as mais fáceis de iniciar.

Dificuldades na orientação temporal: utilizar temporizadores ou relógios visuais ajuda a criança a perceber quanto tempo falta para terminar uma tarefa.

Impulsividade: estabelecer regras simples e consistentes ajuda a criança a compreender melhor os limites.

Dificuldades de autorregulação emocional: ensinar estratégias simples como respirar fundo, fazer pausas ou usar atividades mais calmas ajuda a gerir emoções.

Agitação motora: incluir pausas com movimento ao longo do dia permite libertar energia e melhora a atenção depois.

Dificuldades sensoriais: adaptar o ambiente, reduzindo ruídos e distrações, facilita a participação da criança nas atividades.

Dificuldades na autonomia: usar sequências visuais para tarefas como vestir ou higiene promove maior independência.

Dificuldades nas transições: avisar com antecedência quando uma atividade vai terminar ajuda a criança a lidar melhor com as mudanças.

 

A evidência científica demonstra que a Terapia Ocupacional contribui de forma significativa para a melhoria da funcionalidade, da autonomia e da participação da criança com PHDA, ao centrar a intervenção nas atividades do dia a dia e na adaptação dos diferentes contextos. Desta forma, a Terapia Ocupacional assume-se como um pilar fundamental na intervenção na PHDA, apoiando a criança na construção de uma rotina diária mais organizada, funcional e participativa, promovendo simultaneamente o seu desenvolvimento e a qualidade de vida da família.


Tem dúvidas sobre a Terapia Ocupacional?



De que está à espera? Começe hoje a melhorar a sua vida!



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